Você está interessado em iniciar no mercado e se torO corretor de seguros iniciante entra em um dos mercados mais estáveis do país. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em 2025, o setor segurador brasileiro cresceu 12,2% em 2024 e arrecadou R$ 751,3 bilhões, o maior volume da história. Quem começa agora encontra demanda real e espaço para crescer.
A função do corretor é conectar o cliente à seguradora certa. Você analisa o perfil de cada pessoa, compara coberturas e recomenda a apólice que protege o patrimônio e a renda da família. É um trabalho técnico e de relacionamento ao mesmo tempo.
Neste guia atualizado, você vai ver se vale a pena seguir a carreira, como se tornar corretor de seguros, quanto ganha um corretor de seguros iniciante e quais erros evitar nos primeiros meses.
Vale a pena ser corretor de seguros iniciante?
Vale a pena para quem busca autonomia e renda proporcional ao esforço. O corretor de seguros iniciante define a própria rotina, atende de onde quiser e amplia os ganhos conforme constrói a carteira de clientes.
O mercado sustenta essa escolha. A CNseg projeta que o setor arrecade R$ 808 bilhões em 2026, com crescimento de 5,7% sobre o ano anterior. Um setor que cresce todos os anos precisa de novos profissionais para atender a demanda.
Principais vantagens da carreira
- Trabalho autônomo ou vinculado a uma corretora.
- Liberdade de horário e possibilidade de atuar 100% home office.
- Ganhos escaláveis, sem teto de comissão.
- Estabilidade, já que sempre haverá demanda por proteção.
Quer se aprofundar nesse ponto? Veja o artigo completo Vale a pena ser corretor de seguros?.
Como se tornar um corretor de seguros?
Para se tornar corretor de seguros, você precisa ter mais de 18 anos, ser aprovado no exame de habilitação e registrar-se na SUSEP. A SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) é a autarquia federal que regula e fiscaliza o mercado de seguros no Brasil.
Existe mais de um caminho para entrar na área. Dá para começar já habilitado ou atuar antes da certificação, aprendendo na prática. Veja as opções abaixo.
Formação e exame de habilitação
O primeiro caminho passa pela Escola de Negócios e Seguros (ENS), instituição responsável pela prova técnico-profissional. Com cerca de quatro horas de estudo por dia, muita gente conclui a preparação em torno de 30 dias. Aprovado, você faz o cadastro na SUSEP e já pode emitir apólices.
Quer o passo a passo da habilitação? Confira a lista de cursos SUSEP.
Corretor de seguros angariador
Ainda não quer investir na certificação? Comece como angariador de seguros. Angariador de seguros é o profissional que capta e atende clientes vinculado a um corretor já habilitado, sem registro próprio na SUSEP.
A comissão costuma ser dividida com o corretor parceiro, em modelos como 50%/50% ou 60%/40%. Para evitar dúvidas sobre a carteira de clientes, registre tudo em contrato desde o início.
Essa é uma boa porta de entrada em home office. Com celular, computador e internet, você já começa a prospectar. Procure corretoras da sua cidade e ofereça seu trabalho de forma profissional, porque um novo canal de captação sem custo interessa a elas.
Parcerias entre corretores
Outra forma de começar é a parceria. Você atua em um ramo, como saúde, enquanto o parceiro cuida de automóvel, por exemplo. Os dois compartilham a mesma carteira e vendem produtos complementares, o que amplia o faturamento de ambos.
Programas de trainee
O mercado ainda carece de bons profissionais. Por isso, algumas corretoras formam iniciantes, oferecem salário base e treinam o corretor de seguros dentro da operação. É uma opção segura para quem prefere aprender com estrutura e mentoria.
Quanto ganha um corretor de seguros iniciante?
O corretor de seguros iniciante ganha por comissão sobre cada apólice vendida, então o rendimento acompanha a produção. Não existe salário fixo na atuação autônoma, o que assusta alguns e motiva outros.
Os percentuais variam por ramo. A comissão pode chegar a cerca de 40% em seguro residencial e ficar perto de 25% em seguro auto, mudando ainda entre pessoa física e pessoa jurídica.
Para entender as faixas de faturamento de iniciantes e experientes, veja o artigo sobre remuneração.
Por que a renda cresce com o tempo
Cada cliente novo soma comissões à sua carteira, e boa parte dos seguros se renova todo ano. Com o tempo, as renovações formam uma base recorrente que sustenta o faturamento mesmo em meses de menos vendas.
Passo a passo para começar como corretor de seguros iniciante
Organizar o início evita retrabalho e acelera as primeiras vendas. Siga esta sequência.
- Escolha seu ponto de partida: Decida entre tirar a habilitação agora ou atuar como angariador para aprender na prática.
- Estude para o exame da ENS: Reserve horas fixas por dia e faça simulados até se sentir seguro.
- Registre-se na SUSEP: Com a aprovação, conclua o cadastro e regularize sua atuação.
- Abra um CNPJ: A formalização reduz a carga tributária e transmite mais profissionalismo.
- Adote sistemas de cotação e gestão: Comece já com ferramentas que poupam tempo e organizam a carteira.
Abrir um CNPJ vale a pena?
Na maioria dos casos, sim. Como pessoa física, você emite RPA. RPA (Recibo de Pagamento Autônomo) é o documento que registra o pagamento a um autônomo e serve de base para os impostos, com retenção que chega a 27,5%. Já a tributação pelo Simples Nacional costuma girar em torno de 6%, o que sobra no seu bolso.
Construir marca e presença digital
Para captar clientes com constância, invista em marketing digital e em uma marca própria. Uma presença digital bem feita atrai possíveis clientes e ainda ajuda na fidelização. A marca passa profissionalismo antes mesmo do primeiro contato.
Investir em tecnologia desde o começo
Ferramentas de cotação e gestão sustentam a operação de quem trabalha digital. Um multicálculo compara cotações de várias seguradoras ao mesmo tempo a partir de um único preenchimento. Some a isso a uma plataforma de gestão.
Vantagens de ser corretor de seguros
Todo começo pede investimento, e aqui o retorno costuma compensar. Veja o que atrai tanta gente para a profissão.
Flexibilidade de tempo
O corretor autônomo trabalha no próprio ritmo e concilia melhor vida pessoal e profissional. Não à toa, muitas mães encontram nessa carreira uma forma de crescer sem abrir mão da rotina em casa.
Ganhos em escala
Diferente de quem tem salário fixo, o corretor amplia a renda ao longo do tempo. Quanto maior a carteira, maior o faturamento mensal, e as renovações ainda reforçam esse ciclo.
Trabalhar de onde quiser
Alguns preferem o escritório, outros atuam 100% online. Mesmo ao contratar uma equipe, dá para manter o modelo remoto e evitar gastos com aluguel e estrutura física.
Quais os erros mais comuns do corretor de seguros iniciante?
O erro mais comum do corretor de seguros iniciante é vender sem conhecer o produto a fundo, o que leva a recomendações inadequadas. Evitar as armadilhas abaixo protege sua reputação logo no início.
- Não dominar apólices e coberturas antes de recomendar.
- Ignorar o networking e perder oportunidades de parceria.
- Deixar a formação contínua de lado e ficar desatualizado.
- Não separar as finanças pessoais das profissionais.
- Subestimar o marketing e limitar a própria visibilidade.
- Negligenciar o atendimento e desgastar a relação com o cliente.
- Forçar o fechamento e afastar quem ainda está decidindo.
- Trabalhar sem organização e perder informações importantes.
- Desconhecer a legislação do setor e correr risco de penalidades.
O erro pós-certificação que quase ninguém comenta
Depois da habilitação, muitos iniciantes focam só na venda e esquecem das ferramentas. Começar sem tecnologia trava o crescimento e consome horas em tarefas manuais.
O caso mais claro é a cotação. Sem um multicálculo, você abre o site de cada seguradora, repete o mesmo preenchimento e demora para responder ao cliente. Com a ferramenta certa, a comparação sai em minutos e a proposta chega mais rápido.
Quem adota tecnologia cedo ganha tempo e escala a operação com mais consistência ao longo dos meses.
É aí que entra o One, da Agger e Quiver, que reúne gestão e multicálculo em um só lugar. Em vez de alternar entre planilhas, sites de seguradoras e sistemas separados, você cota, acompanha propostas e administra a carteira dentro da mesma plataforma.
Para o corretor de seguros iniciante, isso reduz o retrabalho desde o primeiro mês e ajuda a manter o cliente bem atendido enquanto a carteira cresce.
Perguntas frequentes (FAQ)
Precisa de faculdade para ser corretor de seguros?
Não. A exigência é ter mais de 18 anos, ser aprovado no exame de habilitação e registrar-se na SUSEP. Ainda assim, dados da SUSEP mostram que a maioria dos corretores ativos concluiu o ensino superior, o que reforça a busca por qualificação.
Quanto tempo leva para se tornar corretor de seguros?
Com cerca de quatro horas de estudo por dia, muitos concluem a preparação para o exame em torno de 30 dias. Depois da aprovação, o registro na SUSEP libera a atuação.
Dá para começar sem certificação?
Sim. Como angariador de seguros, você atua vinculado a um corretor habilitado, aprende na prática e divide a comissão, sem precisar da prova no primeiro momento.
Vale a pena ser corretor de seguros iniciante em 2026?
Sim. O setor cresceu 12,2% em 2024 e deve arrecadar R$ 808 bilhões em 2026, segundo a CNseg. É um mercado em expansão, com espaço para quem começa com estratégia e boas ferramentas.

